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segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Filme: Julie & Julia


Julie & Julia começa com uma cena emblemática, um episódio que marcaria de forma incontornável a vida de Julia Child (1912-2004). Ao desembarcar em Rouen, com destino a Paris, no final dos anos 40, Julia (Meryl Streep) tem sua primeira refeição em solo francês: um linguado tão espetacularmente bem preparado, tão cheio de manteiga, que quase a levou às lágrimas.
Do outro lado do Atlântico, décadas depois, Julie Powell (Amy Adams) tem um emprego monótono, um marido carinhoso (Chris Messina) e uma vida tão sem sobressaltos que chega a ser exasperante. Profundamente entediada e desesperada para fazer algo diferente ela cria um blog batizado de Julie/Julia Project - na vida real, inaugurado em 2003.
Para levar a cabo o projeto, ela se dispôs a preparar as 524 receitas de Mastering the Art of French Cooking, a bíblia da comida francesa traduzida às donas de casa americanas por Julia Child, e registrar no blog suas impressões.
Escrito e dirigido por Nora Ephron, uma das grandes sacadas do filme é justamente entrelaçar a história de Julia e Julie, apesar do tempo que as separa na realidade. A parte de Julia foi inspirada no livro de memórias My Life in France; a de Julie no livro Julie & Julia que começou como o blog citado aí em cima, em que a autora narra parte de sua vida, as delícias e os fracassos de tentar reproduzir alguns clássicos da gastronomia francesa, das receitas mais simples às mais trabalhosas, numa cozinha minúscula no Brooklyn.
O filme intercala a vida de Julia na França e a descoberta do que ela realmente gostava de fazer na vida, comer e cozinhar, com os percalços iniciais até chegar ao sucesso do blog de Julie nos Estados Unidos.
Bem resolvido e bastante divertido, Julie & Julia é um chick flick com potencial para agradar muito marmanjo, graças ao roteiro de ótima estrutura narrativa. De fato, uma das grandes qualidades do filme está no roteiro e na forma como foi possível equilibrar uma história mais rica e atuação igualmente mais empolgante, a de Julia/Meryl, com outra mais banal, com atuação apenas correta.
Embora Amy Adams tenha dado vida a uma Julie mais doce que a da vida real, Meryl Streep está impressionante. Ela conseguiu captar a essência da grandalhona de quase 1,90m de altura e voz de personagem de desenho animado - quem duvida pode tirar a prova em alguns dos episódios de The French Chef, programa de culinária da década de 60 estrelado pela Julia Child real, disponíveis no YouTube.
E nesse papel Meryl tem uma atuação grandiosa, em todos os sentidos, aliás. A produção usou vários artifícios para aumentar o 1,70m da atriz. Ela convence tanto no papel central, que, se a encontrasse por aí, diria: "Meryl, me faz um suflê?".

Cintia Bertolino
Minha impressão em Arrumando a Bagunça.

sábado, 31 de outubro de 2009

Reforma Luterana

Foi num dia 31 de outubro, há quase 500 anos, que se desencadeou um grande movimento hitórico da igreja, que ficou conhecido como Reforma Luterana. Nesta data, em 1517, o Dr. Martinho Lutero afixou 95 teses na porta da igreja do castelo de Wittemberg, na Alemanha, para serem debatidas.

Esta reforma religiosa tinha como base a redescoberta do evangelho, que afirma que Deus, por amor, acolhe o perdido, o culpado, e o declara justo, por graça e por fé, através de Jesus Cristo.

Segundo Lutero, o verdadeiro tesouro da Igreja é o Evangelho - a proclamação do amor de Deus. A primeira carta de João, capítulo 3, versículo 1º, retrata bem esta descoberta por Lutero quando diz: "Vejam como é grande o amor do Pai por nós! O seu amor é tão grande, que somos chamados de filhos de Deus e somos, de fato, seus filhos."

Como é bom e importante que sejamos chamados e tratados como filhos e filhas de Deus. O amor de Jesus nos possibilita essa filiação. Mesmo sem merecermos e sem podermos conquistar por obras humanas meritórias, Deus nos concede o perdão e a salvação através de Cristo. Jesus nos reveste com sua justiça e somos declarados, assim, justos diante de Deus por causa de Cristo.

A salvação eterna foi conquistada unicamente por Jesus e é um presente dado por Deus. Este presente sem igual se torna nosso por meio da fé nele, Cristo, pois esta é a maneira pelo qual Deus nos aceita.

(Wanderley Maycon Lange - Retirado do devocionário '5 minutos com Jesus' da CPTN)




Sinopse:


Após quase ser atingido por um raio, Martim Lutero (Joseph Fiennes) acredita ter recebido um chamado. Ele se junta ao monastério, mas logo fica atormentado com as práticas adotadas pela Igreja Católica na época. Após pregar em uma igreja suas 95 teses, Lutero passa a ser perseguido. Pressionado para que se redima publicamente, Lutero se recusa a negar suas teses e desafia a Igreja Católica a provar que elas estejam erradas e contradigam o que prega a Bíblia. Excomungado, Lutero foge e inicia sua batalha para mostrar que seus ideais estão corretos e que eles permitem o acesso de todas as pessoas a Deus.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Filme: Crepúsculo

Assisti ao filme Crepúsculo no fim de semana. Me apaixonei pela história. Assistam!!!!

Enredo:

Bella Swan decide mudar-se da ensolarada Phoenix, Arizona para a chuvosa cidade de Forks, Washington, para viver com seu pai, Charlie, o chefe da polícia local. Segundo ela, a sua mãe (Renée) sentia-se triste por não poder acompanhar o seu novo marido (Phil Dwyer) aos jogos de basebol, pois este é um jogador da segunda divisão e, então, Bella decide mudar-se para dar mais espaço ao casal.

A jovem não tinha muitos amigos em Phoenix, mas apesar disso, ela gostava do lugar, pois o Sol brilhava sempre por lá. Pelo contrário, Forks é uma das cidades dos Estados Unidos onde mais chove durante o ano, apresentando dias muitíssimo nublados.

A chegada de Bella a Forks desperta imensa curiosidade em toda a gente. Esta é uma cidade pacata, onde todos se conhecem e, por isso, a sua vinda era bastante aguardada. Na escola, Bella conhece vários colegas logo no primeiro dia de aulas e torna-se amiga de Mike, Jessica, Angela, Eric e Tyler.

Bella depressa descobre como seria monótona e entediante a sua vida em Forks, caso Edward Cullen, o lindo e misterioso rapaz que se senta a seu lado na aula de Biologia, não lhe despertasse tanta curiosidade e servisse de escape à sua rotina diária. No primeiro dia que ela o vê, Edward aparenta sentir repulsa por ela, chegando mesmo a tentar mudar os seus horários para evitá-la.

No entanto, quando uma van fora de controle está prestes a atropelar Bella no estacionamento, Edward salva-a do perigo sobrenaturalmente, como é percebido pela jovem, que assinala que ele estava muito distante de si para poder puxá-la da trajectória do veículo e que, a mossa deixada no automóvel após o embate, era em tudo semelhante à estrutura dos ombros do rapaz. Edward recusa-se, todavia, a falar sobre o assunto. Bella evita falar com ele durante algum tempo, mas no dia em que ela vai com as suas amigas até Port Angeles, mete-se, de novo, em apuros, de modo que Edward salva-a novamente. A partir deste instante, ambos acabam por se tornar cada vez mais próximos.

Ela acaba descobrindo por seu amigo Jacob Black, da tribo Quileute, que Edward e a sua família (os Cullen) são vampiros.

Apesar da natureza da família Cullen, Bella e Edward apaixonam-se e conseguem manter-se juntos durante algum tempo. A sua relação aparentemente perfeita só é, no entanto, lançada ao desespero quando James (um vampiro rastreador) pousa os seus olhos em Bella.



quarta-feira, 29 de abril de 2009

Blogagem Coletiva: O Filme da minha Vida

Quando aceitei participar da Blogagem Coletiva do Blog Fio de Ariadne, achei que ia ser fácil escrever. Afinal, amo cinema, sempre que tenho a oportunidade de assistir filmes ali estou eu. Mas escolher um único filme. Essa está sendo a parte dificil. Bem difícil não, mas impossível. No mundo do cinema com os inúmeros filmes maravilhosos como escolher um único.

Vamos falar então de filmes presentes na minha vida.

E o Vento Levou... - Sinopse Clique Aqui
Um clássico né? Não sei explicar a ligação dele comigo, mas é um filme emocionante. Já assisti inúmeras vezes, já sei a história de trás pra frente, mas sempre parece a primeir vez e não tem como não me emocionar e chorar todas as vezes.


Dirty Dancing, Ritmo Quente
-
Sinopse Clique Aqui
Esse poderia ser o eleito. Filme que tenho em casa e só não assisto mais porque meu marido não cosnegue entender o que vejo de tão lindo nele. Sabe aquela coisa de paixão inexplicável? Assim me sinto por ele.


Dívida de Sangue - Sinopse Clique Aqui
Uma vez assisti o filme de madrugada na TV, demorei anos para lembrar o nome. Ele fez parte da minha vida, porque queria assisti-lo novamente e não sabia qual era o filme. Eu brincava que era a personagem 'Cat Ballou'. Um western com Jane Fonda, que a pessoa certinha se transforma numa fora-da-lei.


Até hoje me vejo como personagem de filme fora da minha realidade. Um mulher fazendo algo que as outras não fariam. Coisa de adolescente?? Então serei uma eterna adolescente.
Poderia aqui fazer uma lista de filmes que fizeram parte da minha vida. Cada um com seu pedacinho. Cada um com uma historia relativa a ele.

Fui ver 'A mulher do Tenente Francês' escondido no cinema. E morri de vergonha quando vi minha tia no cinema também. Lembro do episódio mas não lembro nem do que se trata o filme.
Outra curiosidade é que, sempre gostei de filmes clássicos da década de 40, 50 e 60. Uma vez passando na TV o filme 'Gigi' minha mãe me viu assistindo e mandou eu desligar a TV que aquele não era filme pra eu assistir. Fiquei com isso na cabeça achando que era um filme impróprio. Até o dia que encontrei o filme na locadora e peguei pra assistir. Ri sozinha durante vários pedaços do filme. Acho que não era pra eu assistir simplesmente por causa que ela seria educada pra ser uma cortesã.

Filmes e música, marcam a nossa vida em vários momentos e
conforme o momento que vivemos. Não tenho como eleger um só.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Filme: Sim, Senhor

Sinopse: Jim Carey é Carl Allen, empregado de um banco americano que após ter sido largado por sua esposa, não consegue aceitar mais nada em sua vida, dizendo não a tudo e a todos, principalmente a seus melhores amigos.

Certo dia, Allen encontra com um ex-colega de trabalho, Nick, que lhe dá um panfleto sobre um evento chamado “Yes”, onde as pessoas mudam completamente de vida ao dizer sim para tudo. Relutante, porém, vendo as circunstâncias em sua vida, Carl vai ao evento e a partir de lá não vai mais conseguir dizer não para nada (literalmente), o que irá mudar completamente sua vida e nos proporcionar muita diversão com as inusitadas situações vividas por seu personagem.

O filme é baseado em livro de Danny Wallace, um jornlista e produtor britânico que, durante 6 meses, respondeu sim a toda e qualquer questão ou proposta que lhe foi feia, anotando os resultados.

Se inspirando no filme a repórter Cida Alves, do jornal A Gazeta, passou a aceitar tudo que lhe era oferecido ou condicionado durante uma semana. A idéia, como no filme, era não deixar novas oportunidades escaparem.

Ao mesmo em que o "sim" foi o maior inimigo do seu bolso, dieta e agenda, ele também lhe reservou gostosas surpresas das quais se privava por pura preguiça ou mania de dizer 'não'.

Alguns depoimentos de Cida:

Para ficar mais um pouquinho

"Convite de festa com os amigos nunca fui de recusar mesmo. Assim como não recuso uma carona que me poupe o dinheiro do táxi - ainda mais depois do preju com a batida do meu carro. Mas na festa a qual fui num sábado desses, a pergunta "fica um pouco mais" sempre vinha depois do sim dado para uma carona. E assim as caronas foram indo, e eu ficando. Até que, enfim, alguém resolveu acabar com a festa quando ainda sobrava uma última caroninha para me deixar em casa. Mas, mesmo que eu tivesse que pegar um táxi, valeram a pena as horinhas a mais com quem não via há bastante tempo."

Para o paladar e a balança.

"Impressionante a quantidade de coisas de comer que nos oferecem durante um dia. De uma pessoa que não vê a menor graça em doces , passei a ser uma mulher com a bolsa cheia de chocolates e balas. Aceitei os 19 chicletes que me ofereceram. Uns com cores e formas inacreditáveis - além de tanto açúcar, que me deixava tonta. No restaurante, a pergunta fatal da menina do caixa se repetia todos os dias, para meud esespero: "Mais alguma coisa?". Respondia sim ainda pensando no que poderia pedir. "Um bombom", escolhia. A moça do caixa não tinha dó de mim. "Leva dois. Assim completa R$ 10,00". Em todos os almoços paguei mais e levei o que não queria. Por outro lado, reforcei minhas amizades. Passei a adoçar a vida dos coelgas de trabalho distribuindo chocolate pela redação."

Para salvar o tédio

"Nas minhas últimas horas de refém do "sim", num domingo no qual ameaçava cair toda a chuva deste mundo, meu telefone toca quando estou tirando uma deliciosa soneca: "vamos sair para tomar alguam coisa?" Em uma situação normal, perguntaria a minha amiga do outro lado da linha em qual país ela estava que não ouvia as trovoadas lá fora. Mas eu apenas disse: 'sim'. E tive uma tarde mais deliciosa que minha soneca - olhando o mar, batendo papo, tomando sorvete de danoninho e vendo a chuva que ameaçava cair ficar apenas na promessa. Acho que para se redimir de tudo o que tinha me aprontado até então, o 'sim' me salvou de mais um domingo entendiante em casa."

Para ter disposição.

"Em algumas manhãs, quando o corpo pedia 'pelo amor de Deus' por mais meia horinha de sono, levantei às 7 horas para caminhar na praia, a convite de uma prima. Confesso que a vista do mar e a sensação breve de não ser mais uma sedentária fizeram pensar em dizer 'sim' a esse convite mais vezes. Ainda estou pensando."

Para abrir o bolso.

"Outra série: o sim é um risco para as finanças. Emprestei dinheiro sem nem saber para quê - e ainda não recebi de volta - e dei esmolas como ninguém. Pelo menos a providência divina agui a meu favor, e as moças que vivem me ligando oferecendo milhares de cartões de crédito não deram as caras na semana do 'sim'. Ufa!!

Apesar do filme ser muita ficção e pensar que tudo em exagero é demais. Podemos tirar umas lições sobre isso. Todos nossos atos tem consequências, algumas boas outras ruins. As vezes por medo ou por acomodação deixamos passar oportunidades únicas. Mas também devemos saber quando dizer não.

Mas o difícil é saber o momento. Porque as vezes numa situação que achamos que deveríamos dizer não, algo que acontece para mudar nossa vida.