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sábado, 6 de novembro de 2010

Tudo o que Deus faz é bom!

Há muito tempo, num reino distante, havia um Rei que não acreditava na bondade de Deus. Tinha porém, um súdito que sempre lhe lembrava dessa verdade. Em todas situações dizia:
- Meu Rei, não desanime, porque Deus é bom!
Um dia, o Rei saiu para caçar juntamente coms eu súdito, e uma fera da floresta atacou o Rei. O súdito conseguiu matar o animal, porém não evitou que sua Majestade perdesse o dedo mínimo da mão direita.
O Rei, furioso pelo que havia acontecido, e sem mostrar agradecimento por ter sua vida salva pelos esforços de seu servo, perguntou a este:
- E agora, o que você me diz? Deus é bom? Se Deus fosse om eu não teria sido atacado, e não teria perdido o meu dedo.
- Meu Rei, apesar de todas essas coisas, somente posso dizer-lhe que Deus é bom, e que mesmo isso, perder um dedo, é para seu bem!
O Rei, indignado com a resposta do súdito, mandou que fosse preso na cela mais escura e mais fétida do calabouço.
Após algum tempo, o Rei saiu novamente para caçar e aconteceu dele ser atacado, desta vez por uma tribo de índios que vivia na selva. Estes índios eram temidos por todos, pois sabia-se que faziam sacrificios humanos para seus deuses.
Mal prenderam o Rei, passaram a preparar, cheios de júbilo, o ritual do sacrifício. Quando já estava tudo pronto, e o Rei já estava diante do altar, o sacerdote indígena, ao examinar a vítima, observou furioso:
- Este homem não pode ser sacrificado, pois é defeituoso! Falta-lhe um dedo!
E o Rei foi libertado. Ao voltar para o palácio, muito alegre e aliviado, libertou seu súdito e pediu que viesse em sua presença. Ao ver o servo, abraçou afetuosamente dizendo-lhe:
- Meu Caro, Deus foi realmente bom comigo! Você deve estar sabendo que escapei da morte justamente porque não tinha um dos dedos. Mas ainda tenho em meu coração uma grande dúvida: Se Deus é tão bom, por que permitiu que você fosse preso da maneira que foi? Logo você, que tanto o defendeu?
O servo sorriu e disse:
- Meu Rei, seu eu estivesse junto contigo nessa caçada, certamente seria sacrificado em teu lugar, pois não me falta dedo nenhum! Portanto, lembre-se sempre:
TUDO O QUE DEUS FAZ É BOM!!


sexta-feira, 8 de outubro de 2010

O burro de Carga

No tempo que não havia automóveis, na cocheira de um famoso palácio real, um burro de carga curtia imensa amargura, em vista das pilharias dos companheiros de apartamento.
Reparando-lhe o pêlo maltratado, as fundas cicatrizes do lombo e a cabeça tristonha e humilde, aproximou-se formoso cavalo árabe que se fizera detentor de muitos prêmios,e  disse, orgulhoso:
- Triste sina a que recebeste! Não invejas minha posição nas corridas? Sou acariciado por mãos de princesas e elogiado pela palavras dos Reis!
- Pudera! - exclamou um potro de fina origem inglesa - Como conseguirá um burro entender o brilho das apostas e o gosto da caça?
O infortunado animal recebia os sarcasmos, resignadamente.
Outro soberbo cavalo, de procedência húngara, entrou no assunto e comentou:
- Há 10 anos, quando me ausentei de pestagem vizinha, vi este miserável sofrendo rudementemente nas mãos do bruto amansador. É tão covarde que não chegava a reagir, nem mesmo com um coice. Não nasceu senão para carga e pancadas. É vergonhoso suportar-lhe a companhia.
Nisto, admirável jumento espanhol acercou-se do grupo, e acentuou sem piedade:
- Lastimo reconhecer neste burro um parente próximo. É um animal desonrado, fraco, inútil... Não sabe viver senão sob pesadas disciplinas. Ignora o aprumo da dignidade pessoal e desconhece o amor-próprio. Aceito os deveres que me competem até o justo limite; mas se me constrangem a ultrapassar as obrigações, recuso-me à obediência, pinoteio e sou capaz de matar.
As observações insultuosas não haviam terminado, quando o rei penetrou o recinto, em companhia do chefe das cavalariças.
- Preciso de um animal para serviço de grande responsabilidade - informou o monarca -, animal dócil e educado, que mereça absoluta confiança.
O empregado perguntou:
- Não prefere o árabe, Majestade?
- Não, não - falou o soberano -, é muito altivo e só serve para corridas em festejos oficiais sem maior importância.
- Não quer o potro inglês?
- De modo algum. É muito irrequieto e não vai além das extravagâncias da caça.
- Não deseja o húngaro?
- Não, não. É bravio, sem qualquer educação. É apenas um pastor de rebanho.
- O jumento espanhol serviria? - insistiu o servidor atencioso.
- De maneira nenhuma. É manhoso e não merece confiança.
Decorridos alguns instantes de silêncio, o soberano indagou:
- Onde está meu burro de carga?
O chefe das cocheiras indicou-o, entre os demais. O próprio rei puxou-o carinhosamente para fora, mandou ajaezá-lo com as armas resplandecentes de sua casa e confiou-lhe o filho, ainda criança, para longa viagem...
E ficou tranquilo, sabendo que poderia colocar toda a sua confiança naquele animal.
Assim também acontece na vida. Em todas as ocasiões, temos sempre grande número de amigos, de conhecidos e companheiros, mas somente nos prestam serviços de utilidade real aqueles que já aprenderam a servir, sem pensar em si mesmos!

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

O Médico

Numa cidade dos EUA um médico, Dr Jaime Smitt, era a favor da autanásia. Certa vez foi chamado para fazer um parto muito difícil, pois a senhora era de idade de risco e seria um parto prematuro. Além disso era muito pobre.
O médico chegando na cidade onde residia esta senhora verificou que as condições não eram favoráveis para que tudo desse certo, porém iniciou seu trabalho. No  barraco onde residia a senhora solicitou uma bacia com água quente e panos limpos.
Após várias horas de árduo trabalho, finalmente nasceu um menino. Ficando só com a criança começou a fazer o exame para verificar se estava tudo bem com ela, quando o médico verificou que o menino tinha nascido com um problema no pé: ele era para trás. Imediatamente pensou:
"Esta senhora é muito pobre e já tem 8 filhos. Como é que essa criança vai crescer neste estado de pobreza? Se eu der uma injeção nela agora vou acabar com todos os problemas que ela poderia ter."
E imediatamente tirou da maleta uma seringa e a preparou. Quando já ia aplicar na criança escutou uma voz que dizia:
- Quem é você para decidir o destino dessa criança? Com que direito você quer tirar uma vida?
Apavorado largou a seringa, receitou alguns remédios e foi embora.
Passaram-se alguns anos. Esse médico casou-se e teve uma filha linda. Quando esta cresceu também casou-se e dessa união nasceu uma linda menina.
Num belo dia sua filha foi com o esposo a uma festa e ao voltarem chovia muito. O carro de seu genro derrapou e bateu. Com iso os dois vieram a  falecer.
O médico passou a criar a neta. Quando ela estava com 3 anos apareceu uma doença que na época não tinha cura. Aí começou uma verdadeira correria para ver se conseguia salvá-la.
Procurou com vários colegas de todas as partes do mundo uma solução pata o problema da doença de sua neta que so tinha 6 meses de vida e não conseguia  acura.
Um dia, conversando com um colega seu, mostrou todo o seu desespero, chorando muito. Quando este disse para ele que tinha ouvido falar que numa cidadezinha do interior tinha um médico que estava com experiências muito avançadas sobre a tal doença.
Chegando a tal cidadezinha que o amigo tinha indicado foi logo procurar o colega, ao qual explicou tudo. Esse disse que ainda não tinha feito experiência em humanos.
O Dr Jaime Smitt resolveu arriscar e começou imediantamente o tratamento, que se revelou um sucesso. O Dr Jaime então foi agradecer a seu colega dizendo:
- Não sei como pagar por tudo que o sr fez pela minha neta que é minha vida.
O médico então lhe diz não ser preciso, e vai além:
- O senhor está lembrado de um parto difícil que o sr fez numa cidade muito pobre numa senhora de certa idade? Pois é, dr., foi o senhor que me trouxe ao mundo. Por isso é que tenho o nome de Smitt em sua homenagem.

sábado, 2 de outubro de 2010

Julgamento

Havia numa aldeia um velho muito pobre, mas até Reis o invejavam, pois ele tinha um lindo cavalo branco... Reis ofereciam quantias fabulosas pelo cavalo, mas o homem dizia:
- Este cavalo não é um simples cavalo para mim, é um companheiro. E como se pode vender um amigo?
O homem era pobre, mas jamais vendeu o cavalo. Numa manhã, descobriu que o cavalo não estava na cocheira. A aldeia inteira se reuniu, e disseram:
- Seu velho estúpido! Sabíamos que um dia o cavalo seria roubado. Teria sido melhor vende-lo. Que desgraça!
O velho disse:
- Não cheguem a tanto. Simplesmente digam que o cavalo não está na cocheira. Este é o fato, o resto é julgamento. Quem pode saber o que vai se seguir?
As pessoas riram do velho. Elas sempre souberam que ele era um louco. Mas, quinze dias depois, de repente, numa noite, o cavalo voltou. Ele não havia sido roubado, ele havia fugido para a floresta. E não apenas isso, ele trouxera uma dúzia de cavalos selvagens consigo.
Novamente, as pessoas se reuniram e disseram:
- Velho, você estava certo. Não se trata de uma desgraça, na verdade provou ser uma bênção.
O velho disse:
Vocês estão se adiantando mais uma vez. Apenas digam que o cavalo está de volta... quem sabe se é uma bênção ou não? Este é apenas um fragmento. Você lê uma única palavra de uma sentença - como pode julgar todo o livro?
Desta vez, as pessoas não podiam dizer muito, mas interiormente sabiam que ele estava errado.
Doze lindos cavalos tinham vindo... 
O velho tinha um único filho, que começou a treinar os cavalos selvagens.
Apenas uma semana mais tarde, ele caiu de um cavalo e fraturou as pernas. As pessoas se reuniram e, mais uma vez, julgaram.
Elas disseram:
- Você tinha razão novamente. Foi uma desgraça. Seu único filho perdeu o uso das pernas, e na sua velhice ele era seu único amparo. Agora você está mais pobre do que nunca.
O velho disse:
Vocês estão obcecados por julgamento. Não se adiantem tanto. Digam apenas que meu filho fraturou as pernas. Ninguém sabe se isso é uma desgraça ou uma bênção. A vida vem em fragmentos, mais que isso nunca é dado.
Aconteceu que, depois de algumas semanas, o país entrou em guerra, e todos os jovens da aldeia foram forçados a se alistar. Somente o filho do velho foi deixado pata trás, pois recuperava-se das fraturas.
A cidade inteira estava chorando, lamentando-se porque aquela era uma luta perdida e sabiam que a maior parte dos jovens jamais voltariam.
Elas vieram até o velho e disseram:
- Você tinha razão, velho. Aquilo se revelou uma bênção. Seu filho pode star aleijado, mas ainda está com você. Nossos filhos foram-se para sempre.
O velho disse:
- Vocês continuam julgando. Ninguém sabe! Digam apenas que seus filhos foram forçados a entrar no exército e que meu filho não foi. Mas somente Deus sabe se isso é uma bênção ou uma desgraça. Não julguem, porque dessa maneira jamais se tornara um com a totalidade. Você ficará obcecado com fragmentos, pulará para as conclusões a partir de coisas pequenas. Quando você julga você deixa de crescer. Julgamento significa um estado mental estagnado. E a mente deseja julgar, porque estar em um processo é sempre arriscado e desconfortável. Na verdade, a jornada nunca chega ao fim. Um caminho termina e outro começa: uma porta se fecha, outra se abre. Você atinge um pico, sempre existirá um pico mais alto. Aqueles que não julgam estão satisfeitos simplesmente em viver o momento presente e de nele crescer... Somente eles são capazes de caminhar com Deus.