sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Crônica do Amor

Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.

Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.

Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco.

Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela de tem alergia a sol, você abomina
Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no ódio vocês combinam. Então?

Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.

Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você nao consegue despachá-lo.

Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama esse cara?

Não pergunte pra mim; você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor.

É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível.

Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que estás sem um amor?

Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dias apaixonados.

Não funciona assim.

Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível.

Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!

Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. PEdir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa.

(Encontrei esse texto sob autoria tanto de Arnaldo Jabour como de Marta Medeiros)

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Aprendendo a Viver

- Aprendi que peixinhos dourados não gostam de gelatina. (5 anos)
- Aprendi que meu pai pode dizer um monte de palavras que eu não posso. (8 anos)
- Aprendi que minha professora sempre me chama quando eu não sei a resposta. (9 anos)
- Aprendi que se pode estar apaixonado por 4 garotas ao mesmo tempo. (9 anos)
- Aprendi que os meus melhores amigos são os que sempre me metem em confusão. (11 anos)
- Aprendi que quando meu quarto fica do jeito que quero, minha mãe manda eu arrumá-lo. (13 anos)
- Aprendi que não se deve descarregar suas frustrações no seu irmão menor, porque seu pai tem frustrações maiores e mão mais pesada. (15 anos)
- Aprendi que os grandes problemas sempre começam pequenos. (20 anos)
- Aprendi que nunca devo elogiar a comida de minha mãe quando estou comendo alguma coisa que minha mulher preparou.(25 anos)
- Aprendi que se pode fazer num instante algo que vai lhe dar dor de cabeça a vida toda. (28 anos)
- Aprendi que mulheres gostam de ganhar flores, especialmente sem nenhum motivo. (33 anos)
- Aprendi que não cometo muitos erros com a boca fechada. (34 anos)
- Aprendi que existem duas coisas essenciais para um casamento feliz: contas bancárias e banheiros separados. (36 anos)
- Aprendi que se quiser ser convidado a festas, tenho que dá-las. (38 anos)
- Aprendi que você sabe que sua esposa o ama quando sobram dois bolinhos e ela pega o menor. (39 anos)
- Aprendi que nunca se conhece bem os amigos até que se tire férias com eles. (41 anos)
- Aprendi que se você está levando uma vida sem fracassos, você não está correndo riscos o suficiente. (42 anos)
- Aprendi que casar por dinheiro é a maneira mais difícil de conseguí-lo. (42 anos)
- Aprendi que você pode fazer alguém ganhar o dia simplesmente mandando-lhe um pequeno cartão. (44 anos)
- Aprendi que a qualidade de serviço de um hotel é diretamente proporcional a espessura das toalhas. (46 anos)
- Aprendi que crianças e avós são aliados naturais. (47 anos)
- Aprendi que se você cuidar bem de seus empregados, eles cuidarão bem de seus clientes. (49 anos)
- Aprendi que quando chego atrasado ao trabalho, meu patrão chega cedo.(51 anos)
- Aprendi que o objeto mais importante de um escritório é a lata de lixo. (54 anos)
- Aprendi que é impossível tirar férias sem engordar cinco quilos. (55 anos)
- Aprendi que é legal curtir o sucesso, mas não se deve acreditar muito nele. (63 anos)
- Aprendi que não posso mudar o que passou, mas posso deixar pra lá. (63 anos)
- Aprendi que a maioria das coisas com que me preocupo, nunca acontecem. (64 anos)
- Aprendi que todas as pessoas que dizem que "dinheiro não é tudo" geralmente tem muito. (66 anos)
- Aprendi que se você espera se aposentar para começar a viver, esperou tempo demais. (67 anos)
- Aprendi que nunca você deve ir para cama sem resolver uma briga. (71 anos)
- Aprendi que quando as coisas vão mal, eu não tenho que ir com elas. (72 anos)
- Aprendi que envelhecer é importante se você é um queijo. (76 anos)
- Aprendi que te amei menos do que deveria (91 anos)
- Aprendi que tenho muito a aprender. (92 anos)

(Desconheço a autoria)

sábado, 1 de agosto de 2009

"Viva como as Flores"


Mestre, como faço para não me aborrecer?
Algumas pessoas falam demais, outras são ignorantes.
Algumas são indiferentes. Sinto ódio das que são mentirosas e ainda sofro com as que caluniam.

Pois viva como as flores, advertiu o mestre.

Como é viver como as flores? - Perguntou o discípulo.

Repare nestas flores, continuou o mestre, apontando lírios que cresciam no jardim. Elas nascem no esterco, entretanto, são puras e perfumadas.
Extraem do adubo malcheiroso tudo que lhes é útil e saudável, mas não permitem que o azedume da terra manche o frescor de suas pétalas.
É justo angustiar-se com as próprias culpas, mas não é sábio permitir que os vícios dos outros o importunem.

Os defeitos deles são deles e não seus.
Se não são seus, não há razão para aborrecimento.
Exercite, pois, a virtude de rejeitar todo o mal que vem de fora.

Isso é viver como as flores.
"

Autor Desconhecido